Até onde vai essa
mentalidade podre?
”Esse mundo está cada
vez mais me assustando… Ou talvez algumas pessoas as quais nele residem. Olha
sinceramente se você for parar para pensar como os seres humanos se comportam,
você fica louco ou, como eu, chega a conclusão que anos de evolução intelectual
e física são jogados literalmente no lixo por alguns. Agora olha para o
lado e você percebe outros animais, de outras espécies com comportamentos mais
dignos de humanos do que os próprios humanos. A mentalidade de coletividade,
que por exemplo as orcas possuem, assusta, na medida em que vemos humanos cada
vez mais individualistas, ultrapassando o conceito de individualidade
invadindo o campo do egoísmo. Estamos esquecendo que vivemos juntos, em uma
sociedade. Não sabemos mais respeitar as diferenças, talvez porque uma minoria
hipócrita dita regras, que na verdade são dogmas, os quais por sua vez terão
que ser respeitados ou aceitos , caso contrário você é louco, esquisito,
estranho, mas como dizia o escritor Chesterton: “O louco não perdeu a razão. O
louco perdeu tudo, exceto a razão’’, às vezes fico pensando que perdemos
possíveis grandes líderes para o hospício. É de minha preferência o quadrúpede que
sabe viver, aceitando o outro como ele é, do que ser bípede
e imbecil, demonstrando que tanta evolução pode cegar alguns e levar
para o lado mais cruel da arrogância que é a eterna ignorância. Afinal,
pode perceber, onde tem exacerbada arrogância, existe também
ignorância. Achar que sabe tudo sobre o mundo, conhecedor de todos os humanos é
ingenuidade e vale ressaltar: somos todos diferentes, logo não existe leis que
nos encaixe numa fórmula de matemática para descobrir o que nós somos. Somos o
que nós somos e pelo jeito estamos fracassados perante outras espécies,
até porque sempre fomos distintos um dos outros, embora sejamos da mesma
espécie, então porque essa droga de preconceito logo em pleno século XXI? Já
que sabemos que o mesmo é inevitável no conhecimento do outro, ele se constrói
e se desconstrói no cotidiano, na vivência. O estranho dessa sociedade está no
desrespeito com o outro. “
Jéssica Farias
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