segunda-feira, 28 de abril de 2014

Isso que é interpretação!!!

Que maravilhoso perceber que existem pessoas que valorizam a capacidade intelectual e emocional de verdadeiros compositores. 
Ricky Vallen, nome que marca com glória o mundo das interpretações e com dosagem certa de subjetividade.

Exemplo real e digno de que a energia de nossos nomes influenciam em nossas atitudes.

Reflitamos sobre a atitude de Daniel Alves, o jogador, de pegar a banana, que lhe foi ofertada de forma brutal e imbecil, e comê- la rapidamente, sem perder o foco, sem dar uma palavra, sem perder sua postura e seu profissionalismo. Não sei se eu seria capaz de tamanha sabedoria. 
Seu nome, Daniel, significa que Deus é o seu juiz, indica uma pessoa para quem o importante é está em paz consigo, com sua própria consciência e seus princípios morais. Belíssimo. Somo nós, os brasileiros, arrancando a ideia que escândalo e barraco é caraterístico de todos.

Escutemos a voz interior que brada por paz.

https://www.youtube.com/watch?v=Bte0DaEKAOs&hd=1
Escutemos com muita atenção e inteligência. Entregues à incrível sensação de pertencermos à uma só raça: a humana, e devemos, de forma sensata, respeitarmos uns aos outros contemplando a beleza das diferenças. Sem medo de errar, sem medo de perder, sem medo de tentar. O movimento, a ação já contém em si a semântica de vitória.
Jéssica Farias Nevôa

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Inversão de valores

  Sinto- me numa profunda nostalgia em relação à algo que nunca vivi. Não me deixam o direito de vivenciar uma sociedade democrática. Talvez seja loucura, mas é melhor que produzir juízo de valor, quando na verdade, é isto que falta, além de conhecimento, estudo e muita reflexão sobre o que se faz, se diz e se produz.
Não pretendo julgar, produzir mais verdades absolutas, delas eu fujo, mas gostaria de refletir, de questionar as situações em que vivemos e que, muitas vezes, nem chegam ao nosso conhecimento, como uma doença silenciosa que corrói a esperança e nos deixa com a sensação de insegurança, de mal estar e de desequilíbrio. Mas, quem está doente? 
   Parece óbvio, mas ainda há olhos que se fecham mediante chocante realidade, o que nada adianta e ainda agrava a situação. Quem está adoecendo cada vez mais é a nossa sociedade, e como esta é produção nossa, estamos adoecendo em coletividade. Doença seríssima e de prognóstico fatal. O que se vê é que regredimos a cada dia que passa em sentido oposto à civilização. Nosso horizonte ético está cada vez mais empobrecido. Nossa capacidade de reflexão está defasada, visto que é um exercício e me parece que não temos mais motivação para praticá- la. Uma pena, porque é exatamente isso que dá vida a subjetividade no âmbito da inteligência emocional. É isso que faz toda a diferença. É isso que oferece as cores para se produzir infinitas combinações de arco íris. Agora perceba, fazemos de forma conjunta tais práticas evoluídas de uma mente complexa? Não, não temos tempo. São poucos, os que enchegam a origem de tamanha turbulência e ainda só conseguem gritar, gritar e gritar, mas não são ouvidos. Brasil, um adoecido por todos. Reflitamos sobre nossa história, contemplemos exemplos de conduta, vejamos ao menos, possibilidades, isso é saúde psíquica. Não se mover, ser possuidor da crença disfuncional e errônea que tudo está perdido é por alto, perverso. É perverso ver o sofrimento alheio e ser alheio ao sofrimento do outro. É perverso olhar tudo o que está acontecendo e não ter senso crítico. Olhe. Reflita. E mostre a tua cara, mesmo que pintada. Lute. Não temos o infinito, mas é o mesmo que nos detém e permite que o tempo nos engula. Fazer a diferença e lutar a fim de atingir uma ética homeostase social, não é sair em bando, em massa populacional gritando e gritando. Nos tornamos visíveis dando o primeiro passo subjetivo, dando o exemplo. Não permitamos que estraguem um lindo despertar da expansão da consciência dos fatos, mas também tenhamos misericórdia dos baderneiros, corpos vibráteis em que a ignorância habita. 
Todos falam, vão às ruas e se percebem lutando, desejantes de objetivos distintos. Não sejamos simples e irracionais impulsos. Analisemos e refitamos, para então agirmos. Não percebo eficácia quando todos em manada falam e falam e não chegam à um denominador comum, apesar de com isso tudo, demonstrarmos que não estamos hibernando, somos agentes ativos, mas Eles sempre conseguem e o sinal ainda está fechado para nós, que somos jovens. Eles tentarão nos controlar, nos encaixar, nos rotular e acima de tudo, nos calar. E nós?
   Nós estamos mais uma vez regredindo, ofendendo a ordem e a segurança nacional, que nos fornecem os sinais do presente adoecimento social. Estamos de forma inconsciente e impulsiva, levantando a bandeira de outrem que não conhecemos, não sabemos a sua história, a sua trajetória, como por exemplo, mediante da morte de X, morador de uma comunidade; nomenclatura que discordo, porque não há que não viva em comunidade; sem o conhecermos, sem sermos sabidos de parte de sua vida, houve protestos, não que não possam protestar pela morte de alguém, mas o que se resolveu? O que o morador X fazia? O morador X tinha envolvimento com alguém e tal? Óbvio que todas estas informações nos serão sempre ocultadas. Já enraizamos a ideia que temos que ir de encontro à ordem e segurança para lograrmos algo, que também tem deixado muito há desejar por questões subjetivas de muitos que em detrimento de seu bem mais precioso, seu caráter, sua moral, suja a farda que os vestem. Tudo é muito lamentável, mas o que queremos é manifestar, endeusando seres que nem sabemos em que situações se encontravam. O que é isso? Apelo por justiça? Moda? Creio que ninguém idealizou isso. Mais uma vez: analisem os fatos, reflitam, pensem. Não sejam manipulados por mídia, que hoje, me parece que trabalha em prol de poucos, os detentores de poder. Vejam que tendemos com tamanhas manifestações impensadas e sem profunda investigação, à legalizar o crime e naturalizar uma bagunça em detrimento de um meio tão eficaz e pacífica de luta, que são as passeatas e as manifestações. Não estou em defesa de ninguém, apenas sou amiga da reflexão e meu âmago brada por manifestações pensadas, como poucos se propuseram à realizar, com objetivo e paz. 
                                                               Jéssica Farias Nevôa